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Missoshiru não é Entrada

  • Foto do escritor: Alexandre Tatsuya Iida
    Alexandre Tatsuya Iida
  • 10 de mai.
  • 1 min de leitura

Missoshiru nunca foi uma entrada como muitos restaurantes japoneses acabam servindo. E ainda colocam a culpa nos clientes:


“Adegão, é porque os clientes pedem.”


No meu entendimento, sei que alguns não, mas muitos pagam o restaurante para serem orientados. E se quem deveria educar omite, então não reclame que o cliente não sabe de nada.


Dito isso, a sopa da pasta de soja fermentada foi feita para acompanhar todos pratos e um cronômetro térmico da refeição. Não é para tomar bem quente e sim acompanhar até o final, até ficar morninho.


Para se ter uma ideia, o Missoshiru servido em teishoku vem pelando e salgado. Toma aquilo, para a língua não sentir mais nada. Por isso, ele deve ser tomado devagar e no decorrer da refeição.


Já o Missoshiru Akadashi no final do menu degustação de sushis ou a sopa servido no final do Kaiseki Ryôri, vem de morno para quente, para ser tomado com um pouco mais de pressa e não tão salgado.


Então, se o restaurante coloca o Missoshiru como entrada e item para pedir solto, é realmente uma sopa sem graça. Daí os “clientes” reclamam que está “sem graça”, e ao invés do restaurante orientar, começam a colocar mais coisas, macarrão, ovas, temperos, carne, etc.

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